sexta-feira, 4 de março de 2011

Diary of a new Ophelia

Who is she? Who are you? I think I knew you too well in the past to able to know you in the present. Have you changed? Is she different? I suppose she is... I want to rediscover you.

So let's start with the basics...

Ophelia, the teenager that does not have a mother, the one that is used again and again and again by her father. But she was brought up well, I mean, she is a good girl. She means no harm. Oh, and she loves him... But she can't love him fully because society is out to get her.

Who is she really? The character that Shakespeare decided to mistreat? She is the heroine, the female lover which never gets a chance to perform her role. Hamlet and the plot are too busy on their own problems to give her a shot, a shot at being a lead female role. I mean, Shakespeare just decides to isolate her, to make her so incredibly locked up, so alone. With noone to turn to. How could he do that? She just represents the person that society's eaten up, gobbled. She's taken over by them.

It's just terrifying, you know? To be in that place... that place in the dark where noone hears you scream. The world is just too occupied to take notice. And she is so scared and frightened. She fulfills her role, what she is supposed to do.

She's a mermaid. So beautiful. I think he made her so perfect so that the fall could be bigger. Oh, but she is small. And fragile. How could she not be? When life itself has took care of beating her up.

OK, so let's say this is a fresh start on you.

Act 2 Scene 1 - Description of Hamlet's madness

What should I be aware of? She has just, in that exact moment, come from seeing Hamlet appearing to be completely mad. In a good bye sort of way... He stares at her, holds her, stares some more. And all this in a appauling figure, completely unbuttoned and untied and looking like there is something way down deep which is stirring.

How could she feel about this, I mean? Besides being completely surprised, nervous, boggled, out of breath, frightened, worried. This is the man she loves, in front of her, appearing to be completely mad and acting in an extremely creepy way. She's gone mad, she'd think, what happened? My love has gone mad. Oh my god. I don't know what is going on. She is too nervous to even think straight. The words just come out of her mouth as she tries to remember what just happened. Is it me? Was it my fault? Is it because he is in love with me?

Let me try it out. Now. For the first time like this. Ohhhhh, let's goooooooo

Oh no, I can't. Not now. I'm going to learn my lines first. Then I'll try it.

That's it for the first one. Let's hope I keep finding stuff out. I don't think I'm already comfortable to talk to her directly. I need to settle more, discover how she's changed, and then I'll do.

See you tomorrow

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Olha para cima e para baixo

Não escrevo como antes. Antes tinha que parar-me de vir aqui escrever, agora tenho que forçar-me sequer a abrir a página. O que é que aconteceu? Este foi um lugar tão especial por tantos meses e agora não me diz nada? Disse tanta coisa, tanta coisa que não devia... Cresci tanto e agora olho para cima e para baixo e não sei. Não sei. Costumava escrever sobre todas as certezas que tinha, e agora... Não sei. Estou constantemente à procura, a mudar de opinião e não concebo que não seja assim. A minha vida dá voltas e voltas, não sei o que vai acontecer depois, como é que posso manter-me com as mesmas convicções? Antes era mais intransigente, intolerante e achava que estava sempre certa. Agora vejo que isso nem era de todo mau. Lutava por alguma coisa, tinha a maior certeza do que queria, vivia tudo muito mais intensamente. Alguns diriam que amadureci, já não sou tão irracional e por isso não me comporto tão instintivamente. Foda-se isso tudo. A única coisa que sei é que agora as palavras já não me saiem e em vez de acreditar com todo o meu ser em alguma coisa, vagueio sem destino, sabendo que nada é eterno. Não sou capaz de restringir-me a uma única só vontade porque já sei que novas experiências vão surgir e que tudo vai mudar novamente. Agora?? Agora já não crio laços para não ter que os quebrar. Agora já não me apego como antes, só porque não suportaria vê-los ser arrancados diante dos meus olhos outra vez. Outra vez não. Para onde vou? O que procuro? Estou farta de perguntas. Chega desta merda. Chega. Algum dia vou ter que começar a dizer que não. Merda. Que vazio. Que vazio. Quando me for embora daqui, vou chorar? Não.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Como?

O branco por cima do cinzento arrasta a cor e deixa-a partir.
Deixamos que nos levem o que amamos e ficamos a olhar enquanto desaparecem na linha do horizonte.
Na minha mente corro em busca do que deixei que me levassem, mas na realidade, os meus pés afundam-se na terra e não saiem do mesmo lugar.
Está na hora de deixar, de começar, de levantar, de decidir. A medalha perdeu o valor dela e nem sei mais porque escrevo.
Antes queria dizer alguma coisa, cada palavra posicionada no seu lugar para dar um certo significado à frase. Mas não. Não dou. Não deixo. Não consigo.
E o que despertava a minha tristeza já não existe. Estou para além das lágrimas, já não consigo chorá-las, nem contê-las, nem senti-las.
Estou cansada e não saio do mesmo lugar há horas. As minhas pernas congelaram e os meus braços começam a encraquilhar-se.
Não sei distinguir o real do irreal nem o bonito do feio.
As pétalas de uma flor são me iguais aos destroços de uma casa somente feita de cimento.
Já vi, ouvi e disse as coisas que mais temo. E continuo aqui.
Porque todos os suicidas têm medo de morrer. É verdade, aquela coragem que se vê nos filmes, não existe. Quando confrontados com a morte, todos temos medo. Mas às vezes a dor e a aflição conseguem ultrapassar esse medo.
A nossa mente tem poderes que não temos capacidade para entender. Leva-nos a lugares obscuros em que o céu está fundido com o chão.
É um lugar sem vida.
Mas só o é porque a morte nunca lá chegou.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

How am I supposed to deal with this?
I'm a big girl now...
I shall not cry. I'll cry no more.
Even though, I'm still a little baby
Please...
Bring me back.

I would come back to life,
My eyes would say yes.
Right now,
They say I'm a bitch,
I bet you can guess.
You say I hit because I can... But baby,
Can't you see you're all I had?

And now you left,
I don't seem to know how to deal with it...
What can I do?
I just can't take this through...
I don't seem to understand
I just wish we could all
Just put our head in the sand.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ignorância bela, tão bela...

E esta enxaqueca,
E as diversas agulhas que se espetam em névoa entre as minhas sobrancelhas.
Quem as vais parar?
E quem irá parar a dor que transborda a alma...?
Quem irá parar o desespero que nem sempre dá sinais de vida?
O que levará a morte quando ela vier?
Acho que nada.
Nada vai e nada vem, porque nada existe.
Somos todos apenas uma miragem. Mas uma miragem tão perfeita que se ergue nas nossas mentes com toda a clareza e pormenor.
Cabe àqueles que de vez em quando se apercebem, tentar forçar a realidade a impôr-se.
A realidade, no entanto é invariavelmente distorcida à causa de sonhos, fantasias e esperanças.
Dizem, os grandes, que os temos para nos distrair da desgraça.
Para aproveitar a vida como ela se apresenta à vista desarmada.
Digo eu que os temos para nos taparem os olhos e nos impedirem de seguir em frente.
De aceitar aquilo que não temos força para mudar.
A verdade é que mudar alguma coisa não consta na nossa lista de possibilidades.
Foi arrastada pela invencível corrente marítima e agora só resta a areia.
Vou desenhar na areia e retomar à infância.
Vou ser feliz por alguns momentos...
Esperem aqui, eu já volto...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Limite

O meu desiquilíbrio vem de opostos.
Vem do silêncio extremo e do barulho mais ensurdecedor ao mesmo tempo.
Vem da paixão quente e abrasadora e da frieza glaciar que me inunda.
Vem do choro desalmado e da expressão mais estupefacta.
Vem da dor e da satisfação.

Arde
Arde tão forte que já não sinto agonia.
E a agulha que puxa o meu centro para fora, aquela que pretende arrancar-me os orgãos entra cada vez mais fundo.
E ela chama... chama por mim. A morte chama por mim.
Os tremores desenvolvem-se num engasgar. Como se a realidade fosse demasiado dura para se mastigar.
É como a ferida aberta que rasga mais um pouco e se inunda em sangue.
É como o revólver cruel da indiferença.
É como aqueles poucos segundos antes do além, em que a vida nos passa toda diante dos olhos.

Hoje não vai dar...
Vai ter que ser.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pathos

I'd like to die.
I'd like to kill you.
I'd like to feel as if I owned death.

It echoes in the darkness and it calls my name.
It knows me so well, as if I'd never been born.
When you look at me, my skin burns of guilt.
And I feel my eyeballs bursting.

I cannot see colour. Not the sky, not the sun.
Black and grey, that is my world. The world I have now embraced as mine.
Just get over with it.
Take me to the place where I'll be trespassed.
Invaded like a penetrated soul.

Just take me way.